20 novembro 2009

Fogo em Alto Mar - West Atlas

A plataforma fixa tipo jackup West Atlas pegou fogo no dia 1° de novembro após 10 semanas com vazamento de óleo e gás e sendo o fogo controlado 03 dias depois do início do incêndio.


A West Atlas é uma das unidades da empresa norueguesa de perfuração offshore Seadrill que opera no Campo de exploração de Montana, localizada a 690 quilometros de Darwin, Australia. Todos os trabalhadores da unidade foram evacuados logo no início do vazamento.


Estima-se que entre 300 e 400 barris por dia foram derramados que pode ocasionar um desastre ecológico sem proporções. O governo indonésio já manisfetou preocupação e busca uma forma de indenização pelos estragos causados pelo derramamento.


A extinção do fogo ocorreu no dia 3 de novembro depois de uma intricada operação orquestrada pela plataforma West Triton, também da empresa Seadrill, onde se usou manobras de perfuração horizontal chamada de `direcional drilling`, técnica pela qual atingiu o poço comprometido através da plataforma West Triton.



Veja as fotos do acidente:








Referências de texto e fotos:


1.Seadrill Drilling Co Website: http://www.seadrill.com

2.Portal de notícias Bloomberg: http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601130&sid=aUYFMY8a.

3.Website The Rigzone: http://www.rigzone.com/NEWS/article.asp?a_id=82328

4.Portal de notícias australiano ABC Net: http://www.abc.net.au/news/stories/2009/11/02/2731334.htm

5.Website Drilling Formulas: http://www.drillingformulas.com/seadrill-west-atlas-jack-up-caught-fire

6.Enciclopédia livre Wikipédia: http://en.wikipedia.org/wiki/

7.Agência de notícias Reuters: http://www.reuters.com/article/asiaCrisis/


19 novembro 2009

O Torrista - Um Trabalho nas Alturas



As atividades do trabalhador offshore chamado de “torrista” (derrickman) envolvem trabalho nas alturas, tendo recebido essa definição para sua função devido desempenhar parte de suas funções no alto da torre de perfuração das plataformas de terra e offshore.

O Código Brasileiro de Ocupações classifica o torrista sob o Nº da CBO: 7-14.40 e define suas funções de modo a executar, em plataforma elevada, manobras de descida e retirada da coluna de perfuração nas operações de sonda, acionando motores, lubrificando as partes móveis das bombas de lama e desempenhando outras operações correlatas, a fim de concorrer para o aceleramento dos trabalhos de sondagem de petróleo; vigiar as condições de circulação do fluido de perfuração, observando o retorno e trajeto do mesmo, registrando a viscosidade e a densidade horária, em formulários apropriados, para detectar qualquer variação dos níveis nos tanques de armazenamento, ou vazamentos no circuito; efetuar o tratamento do fluido de perfuração, de acordo com ordens superiores (engenheiro químico de fluidos), fazendo verificações periódicas das características do mesmo e corrigindo-as por adicionamento de produtos químicos, para facilitar o trabalho de sondagem; mantém em condições regulares de funcionamento dos instrumentos, ferramentas e equipamentos componentes do sistema de perfuração, substituindo peças, efetuando lubrificações e outras tarefas de manutenção, para assegurar a continuidade do processo produtivo.



A queda é a maior preocupação do pessoal da segurança - engenheiro e técnico de segurança - com o torrista é a queda, porém o vídeo abaixo outro tipo de situação que este trabalhador offshore está exposto.





No vídeo observa-se o torrista posicionado junto aos tubos de perfuração aguardando a passagem da “catarina” (ver dicionário já publicado) para então certificar se a “girafa” posicionou o tubo corretamente, porém a catarina passa direto e destroi o coroamento da torre acima do torrista derrubando toda estrutura ao piso da plataforma. Veja o vídeo entitulado de “Plataformista sortudo” (Lucky roughneck).







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Referência:
1.Código Brasileiro de Ocupações do Ministério do Trabalho e Emprego –
http://www.mte.gov.br
2.Site Oil Rig Job -
http://www.oil-rig-job.com


16 novembro 2009

Trabalho em Altura

NOTA SOBRE A AUTORA: Dra Carla Torres é médica otorrinolaringologista formada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), especialização em Medicina do Trabalho pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Medicina de Mergulho Saturado e Emergências Submarinas pela Escola de Saúde da Marinha do Brasil e Medicina Hiperbárica e Subaquática pela Divers Alert Network.

No Brasil, e provavelmente em todo o mundo, as quedas em trabalhos de altura representam a maior causa de mortalidade por acidentes em sua maior expressão na industria da construção civil.

Trabalho em altura é o trabalho realizado em locais elevados, com diferença de nível e risco aumentado de queda do trabalhador. A culpa está fundamentada na teoria da previsibilidade que pode ser por:

  • Imperícia – é imputada ao trabalhador se a imperícia for comprovada, ou seja, quando o acidente tiver sido causado por erro do profissional.
  • Negligência e omissão - são erros que são atribuídos a quem tem o poder de decisão, ou seja, o empregador.

Os profissionais do SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho) deverão aplicar todo conhecimento de engenharia, de modo a reduzir e até eliminar os riscos existentes no local de trabalho. Não sendo possível, deve-se lançar mão do uso de Equipamentos de Proteção Individual – o EPI.

O Controle do risco envolve:

  • Reconhecimento do risco e treinamentos – os trabalhadores precisam culturalmente compreender a situação como de risco. Supervisores precisam ter conhecimento técnico das características das superfícies, telhas, escadas, plataformas, passagens de cabo e quaisquer outro fator que possa interferir ao serviço a ser executado e oferecer risco ao trabalhador.
  • Planejamento – O trabalho em altura exige estratégias pré-definidas para minimizar os riscos da atividade, como reduzir o tempo de exposição ao risco transferindo o que for possível de modo a que o trabalho possa ser realizado no solo, colocação de guarda-corpo, inspeção e verificação do ambiente e da eficácia dos equipamentos de proteção coletiva e individual.




O risco de queda sempre existe, mesmo reduzindo-se ao máximo esses fatores de risco. A equipe precisa estar preparada para este acontecimento e a comunicação deve ser eficaz para socorrer o acidentado da melhor forma possível, portanto procedimentos de primeiros-socorros e remoção devem ser treinados e pré-definidos.


“O improviso fica a um passo do caos.”



  • Equipamentos de Proteção Individual (EPI) - A NR-18 (condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção) pode ser extrapolada para outros tipos de atividades. O item 18.23.3 da NR-18 define que o cinto de segurança tipo pára-quedista deve ser utilizado em atividades a mais de 2,00 metros de altura do piso, nas quais haja risco de queda do trabalhador.

A empresa é obrigada a fornecer aos trabalhadores, gratuitamente, o EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e em funcionamento, conforme as disposições contidas na NR-6 que regula especificamente os Equipamento de Proteção Individual.



  • Controle Médico – As pessoas que trabalham em altura devem ter Atestado de Saúde Ocupacional que confira a aptidão a este tipo específico de atividade. O médico do trabalho precisa ter o conhecimento de que o trabalhador irá atuar em altura para a avaliação ser adequada. Por exemplo, a ausência de visão em um dos olhos não é motivo de inaptidão para a grande parte das funções realizadas no solo, mas é motivo de proibição médica para qualquer atividade realizada em altura, já que a visão monocular compromete a percepção de profundidade.

    A epilepsia é contra-indicação absoluta ao trabalho em altura. E para tanto a legislação (NR-7) determina que todo trabalhador que atue em altura deva realizar eletroencefalograma, porém este procedimento visando diagnosticar a doença tem demonstrado ser falho. Algumas outras condições clínicas como: diabetes, hipertensão e alterações do labirinto também impedem o trabalho em alturas.

    O Alcoolismo é outra condição, infelizmente não muito rara, que supervisores e a equipe de saúde e segurança devem estar atentos.

    Deve-se ainda levar em consideração a alimentação; sempre certificar-se que o trabalhador tenha se alimentado adequadamente antes do trabalho em alturas pode parecer óbvio demais, mas diminui as chances de que passe desapercebida uma hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue) como causa de risco aumentado de tontura e acidente.


  • O estado psicológico também é de suma importância. O trabalhador deve considerar-se em condições de realizar o trabalho e deve ser questionado diretamente sobre sua aptidão imediatamente antes do início da atividade.

    Para uniformizar a avaliação clínica do trabalhador que irá atuar em altura, montei um protocolo rápido para uma determinada empresa que visa identificar desequilíbrios estáticos e dinâmicos e risco aumentado de queda. Este protocolo pode ser aplicado em um minuto por qualquer membro treinado da equipe de saúde, observe o quadro abaixo:



Veja o vídeo educacional abaixo:

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Referências:
1. Norma Regulamentadora 7:
http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentaDORAS/nr_07_at.pdf 2.Norma Regulamentadora 6: http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentaDORAS/nr_06_at.pdf
3.Norma Regulamentadora 18:
http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_18.asp
4.Tratado de Otorrinolaringologia – Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia - Roca - 2003
5.Prefeitura da cidade de São Paulo – Secretaria Municipal da Saúde:
http://www.capital.sp.gov.br/portalpmsp

04 novembro 2009

HÁ LIXO NOS OCEANOS


A existência de uma mancha de lixo no oceano pacífico foi predita em 1988 numa publicação da agencia nacional oceânica e administração atmosférica dos Estados Unidos – The National Oceanic and Atmospheric Administration of The United States (NOAA) e, ainda, a agência especificou a Região Norte do Giro do Pacífico como localização deste acúmulo.

A informação foi baseada nos resultados obtidos por pesquisadores do Alaska entre os anos de 1985 e 1988 que encontraram altas concentrações de detritos marinhos acumulados em regiões costeiras trazidos por correntes marítimas.

O redemoinho ou giro ou a ilha do pacífico foi descoberto em 1997 por Charles Moore – oceanógrafo - que ignorando os alertas de não passar pela região, onde faltam ventos e correntes, acabou descobrindo o acumulado de lixo.

Durante sua viagem, o oceanógrafo encontrou pedaços de garrafas, sacos plásticos, seringas e uma variedade enorme de outros objetos de plástico em vários estados de conservação, já que, devido à ação do sol e dos ventos, o material se desintegra em fragmentos pequenos que flutuam durante anos, obedecendo às correntes marítimas.

Atualmente, pesquisadores, estimam que haja aproximadamente 6 milhões de toneladas de lixo plástico e em julho/09 uma expedição de cientistas e ambientalistas saiu para estudar o local conhecido como “A Ilha de lixo do Norte do Pacifico” e encontrar soluções para o problema.

World Biggest Garbage Dump - Plastic in the Ocean

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Na Ilha Kiwayu, que faz parte O ciclo de “vida” desses chinelos seria de certa forma, resumidamente, assim: a Fabrica de Chinelos produz e lança este tipo de calçado no Mercado Consumidor ; ocorre a compra do chinelo pelo Consumidor que quando perde utilidade vai para o Lixo ou é inapropriadamente jogados fora; chuvas ou outro tipo de meio os acaba levando para o mar e, de algum modo, vai parar numa praia e a população local teve de encontrar uma solução para todo esse volume de borracha entregue pelo oceano.


O filme "Aviagem do chinelo" mostra como um item, totalmente integrado a cultura de um local, torna-se um problema para outra localidade e a solução encontrada por esse povo.


The Flip Flopsam Trip

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“Já foi encontrada tartarugas marinhas com úlceras gástricas devido a ingestão de plástico e aqui na Bacia de Campos o principal vilão são os ear plugs (protetores auriculares).”

As tartarugas alimentam-se essencialmente de água-vivas e outros organismos gelatinosos, confundindo o lixo plástico com os mesmos. Basta um pequeno detrito plástico ingerido para obstruir o estômago do animal e condená-lo a uma morte lenta e dolorosa.

O Projeto Lixo Marinho surgiu com a idéia de estabelecer um Programa Brasileiro de Monitoramento do Lixo Marinho e tem como principal objetivo aumentar o conhecimento sobre o lixo marinho no Oceano Atlântico Sul Ocidental e, mais especificamente, nas zonas costeiras e marinhas brasileiras, por meio do estabelecimento de um canal aberto para troca de informações sobre a problemática do lixo marinho.

A informação de tartarugas com gastrite foi nos dada por um biólogo durante um treinamento de educação ambiental numa unidade de perfuração na Bacia de Campos e esta apresentou resultado imediato, pois um funcionário aplicou a Regra do Três Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) e REUTILIZOU garrafas pet da unidade para serem reutilizadas como dispositivo de coleta dos protetores auriculares usados e, também, para as suas embalagens.

Certificação ISO 14001:2004, Plano de Gerenciamento de Resíduos e a obrigatoriedade da Legislação Ambiental Brasileira norteiam o ambiente offshore brasileiro na busca de gestão de negócios sustentáveis à industria do petróleo no Brasil que por enquanto ocorre muito mais pelas multas altíssimas do que consciência ambiental e desenvolvimento sustentável.

Fontes de Consultadas:
1.Artigo "The Great Pacific Patch" do site Wikipédia: http://en.wikipedia.org/wiki/Great_Pacific_Garbage_Patch
2.Artigo "Expedição parte em busca de ilha de lixo maior que o Texas no pacífico", de Laura Plitt para o portal de notícias BBC Brasil: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/07/090730_ilhalixoexpedicaofn.shtml
3.Artigo "Lixo gera renda no Quênia", de Cristiane de Cássia para o Jornal O Globo, caderno Razão Social, pág.09, em 03 Nov 2009.
4.Vídeos "World Biggest Garbage Dump - Plastic in the Ocean" e "The Flip Flopsam Trip" ambos encontrados em: http://www.youtube.com e http://www.wwf.org
5."O Projeto Lixo Marinho": http://www.lixomarinho.org