26 outubro 2009

Lixo produzido e seu gerenciamento I

O Brasil produz, atualmente, cerca de 228,4 mil toneladas de lixo por dia, segundo pesquisa de saneamento básico consolidada pelo IBGE, em 2000. O chamado lixo domiciliar equivale a pouco mais da metade desse volume, ou 125 mil toneladas diárias.

Do total de resíduos descartados em residências e indústrias, apenas 4.300 toneladas, ou aproximadamente 2% do total, são destinadas à coleta seletiva. Quase 50 mil toneladas de resíduos são despejados todos os dias em lixões a céu aberto, o que representa um risco à saúde e ao ambiente.

Na Bacia de Campos são consumidas 512 toneladas de alimentos fazendo 39 toneladas de resíduo e volume é produzido por aproximadamente 40 mil trabalhadores. As instalações offshore, normalmente, têm central de tratamento de esgoto e certificações NBR ISO 14001:2004 para o programa de gerenciamento de resíduos.

Mudar esse cenário envolve a redução de padrões sociais de consumo, a reutilização dos materiais e a reciclagem, conforme a "Regra dos Três Erres" - Reduzir, Reutilizar e Reciclar - preconizada pelos ambientalistas.

Tempo de decomposição dos resíduos



No Rio de Janeiro o maior aterro sanitário de Jardim Gramacho está com os dias contados.

O aterro metropolitando de Jardim Gramacho (AMJG) fica situado no Município de Duque de Caxias, RJ, no bairro de mesmo nome - Jardim Gramacho - , 1º Distrito (Duque de Caxias). Situado ás margens da Baia de Guanabara e ocupa atualmente uma área de aproximadamente 1,3 milhões de m². Foi instalado a partir de convênio firmado em 1976 entre a FUNDREM, a COMLURB e a Prefeitura Municipal de Nilópolis, e com termos aditivos ao convênio foram incluídos os municípios de Nova Iguaçu e São João de Meriti.

Estudos técnicos realizados pela Companhia de Limpeza Urbana do Rio de janeiro – COMLURB mostram que o aterro está condenado. Cerca de 80% do lixo produzido na região metropolitana do Rio de Janeiro, perto de 8.000 toneladas/dia, já ameaçam sua integridade e apontam para riscos de um grave desastre socioambiental.

O aterro está no limite de sua capacidade e já apresenta sinais que, uma parte do lixo acumulado ali nos últimos 30 anos, pode verter para dentro da Baia de Guanabara. A melhor imagem que se pode usar para descrever o que pode acontecer com o aterro é a de uma grande montanha de lixo sobre uma base gelatinosa – já que o solo é argiloso no local que outrora era mangue - que a qualquer momento pode desandar para dentro da Baia de Guanabara.

Um vídeo produzido por Andrew Lenz com imagens produzidas pelos próprios catadores mostra a realidade de quem vive do lixo e no lixo. “Gramacho Gardens” , com o titulo em inglês, foi filmado como projeto de Escolas Sem Fronteiras.

O filme encerra com a frase de um dos catadores, traduzida abaixo:

“Tenho orgulho no fato de sobreviver do que o resto da sociedade joga fora.”
(José Carlos da Silva, o Zumbi)

Vídeo Jardim Gramacho

video

Este texto é parte de uma série de discussão sobre Resíduos e seu gerenciamento.


Fonte de consulta:
1.Site da Petrobras: http://www.petrobras.com.br
2.Artigo de Jorge Pinheiro, mestrando em sociologia e direito da Universidade Federal Fluminense – RJ para o site: http://www.lixo.com.br.
3.Vídeo Jardim Gramacho: http://www.redsemillaroja.org
4.Site UOL Notícias: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ambiente/lixo/index.jhtm

21 outubro 2009

Lesão Incapacitante


Carlos Alberto, 43 anos, foi vítima de uma brincadeira infantil durante um curso na empresa em que trabalhava e agora, vai receber RS 120 mil de indenização pelo dano sofrido. A fatalidade ocorreu num curso realizado na empresa multinacional de automóveis a qual o acidentado trabalhava, em Vitória ES.

Tudo aconteceu em 2005 quando os mecânicos da empresa passavam por um curso patrocinado pela empresa. Um colega de Carlos Alberto retirou, de propósito, a cadeira do mecânico quando ele se preparava para sentar. Carlos Alberto acabou batendo a bacia e cabeça no chão.

Devido à queda, ele teve traumatismo craniano, ficou paraplégico, perdeu parte da audição e sofreu sequelas psicológicas.

"O curso era para ter sido dado por instrutores especializados que viriam a São Paulo, mas que não puderam ir a Vitória. A empresa autorizou que os próprios funcionários intruíssem uns aos outros. O juiz entendeu que foi configurada negligência por parte da empreasa", disse o advogado do mecânico, Sansão Silva Borges.

Carlos Alberto passou por cirurgia na coluna, mas não teve sucesso e se aposentou por invalidez. Além da indenização de RS 120 mil por danos morais e estéticos, a empresa terá de pagar pensão vitalícia de RS 1,1 mil, cesta básica mensalmente e plano de saúde.

A mulhar dele, Dilenir Rades Ferreira, com quem tem dois filhos, diz que o marido passa a maior parte do tempo na cama. "Depende totalmente de nós."



O mecânico dele disse que guarda mágoa da direção da empresa; Carlos fala: " Trabalhei lá por seis anos. Saia de casa às 5h30 e só voltava às 21 horas e isso foi acontecer justamente lá dentro", lamentou ele, que mora em Jardim Carapina, Serra.



O nome da empresa e do juiz que proferiu a sentença não podem ser divulgados porque o processo está ems segredo de justiça. A decisão foi tomada na 13ª Vara do Trabalho de Vitória-ES. A empresa ainda não poderá recorrer.

FONTE: Jornal A Tribuna Vitória ES ; Caderno Cidades, pág.12, publicado em 05 Setembro de 2009.