26 agosto 2010

Trauma I: Amputação Traumática

Nos últimos dias recebi a notícia que um colega de trabalho teve o polegar amputado e diante desse fato e dos vários questionamentos feitos a respeito do tema: Amputação traumática; faço aqui algumas observações básicas a respeito do assunto.

Não é a intenção de explicar os procedimento inerentes ao profissional de saúde diante de um caso de amputação, mas passar noções básica para o indivíduo que por ventura esteja no cenário do acidente, lembrando que
todo trabalhador embarcado na Bacia de Campos deve receber, obrigatoriamente, noções básicas de primeiro socorros nos chamados cursos básicos de segurança de plataforma, os CBSTs - portanto deveria este trabalhador ser sabedor dO QUE FAZER diante de um colega de trabalho acidentado até a chegada da equipe médica de bordo.

Em uma amputação completa, a extremidade é completamente retirada; em uma amputação pacial, algumas conexões do tecido mole permanecem. Algumas vezes, essas partes moles remanecentes podem ser reimplatadas, especialmente quando se tomam cuidados especiais com a parte amputada e a parte remanescente. São estes cuidados com a parte amputada que destaco neste artigo.

As complicações mais importantes à vítima são as hemorragias e o Choque. (assunto a serem discutidos).

Os princípios de atendimento (veja as figuras abaixo) em relação a parte amputada são os seguintes:

  1. Limpar a parte amputada (etapa 1)
  2. Envolver a parte amputada em gaze estéril (etapa 2). Na ausência de material apropriado um pano limpo até a entrega da peça à equipe médica de bordo.
  3. Colocar num saco plástico ou caixa
  4. Identificar os sacos ou a caixa com peça com nome do acidentado, data, hora e local.
  5. Colocar a peça em solução gelada, de preferência ringer lactado ou soro fisiológico 0,9% (etapa 3). Na ausência destes, água filtrada até a entrega da peça à equipe médica de bordo.
  6. NÃO CONGELAR A PARTE AMPUTADA. NÃO COLOQUE A PEÇA diretamente sobre o gelo ou acrescentado outro agente para resfriar a peça, por exemplo: gelo seco.
  7. Transportar a parte amputada junto com o acidentado.


O profissional de sáude é qualificado para manter os cuidados de socorros iniciais ao acidentado o ABCD da vida e preocupar-se com a manutenção da viabilidade ou vitalidade da peça amputada para futura reimplantação do membro amputado.

Sugestão de Leitura:
Manual Básico de Socorro de Emergência - Canetti, Marcelo D e colaboradores, Ed.Atheneu,2ªEdição.

Referência bibliográfica:
1.Manual Básico de Socorro de Emergência - Canetti, Marcelo D e colaboradores, Ed.Atheneu,2ªEdição.
2.Atendimento Pré-Hospitalar ao Traumatizado PHTLS - Comitê do PHTLS da National Association of Emergency Medical Technicians,Ed.Elsevier,6ªEdição.

24 agosto 2010

Glossário da Engenharia Submarina - L até N

156.Lay Way - operação conjunta (navio ou rebocador + plataforma e ou rebocador + navio-sonda e outras combinações) e sincronizada de instalação de um flowline hub a uma ANM, e destes sobre uma BAP.

157.Lazy Wave - configuração de linha flexível combinada com fultuadores, para aliviar cargas ou dar maior mobilidade a sistemas flutuantes (p.ex.: bóias).

158.LBL - abreviatura de Long Base Line.

159.LDA - abreviatura de lâmina d'água. Profundidade do leito marinho. Distância entre o nível do mar e o solo marinho.

160.Linha Flexível - linha de fulxo ou de controle elétrico e ou hidráulico, com diversas características construtivas (flexibilidade, resistencia a pressões internas e externas, resistência à tração e etc.) para lançamento rápido e trabalho seguro e confiável em ambientes submarinos.

161.LM - abreviatura da válvula lower marster de uma ANM.

162.Long Base Line - sistema hidroacústico de referência de posionamento, que opera com ondas de alta frequência, permitindo maior alcance em trabalho submarinos.

163.Lower Master - vávula mestra inferior de uma ANM.

164.M2 - abreviatura de master-2. Sinonímia para AM.

165.Macaquinho - dispositivo de ancoramento de conectores de linhas flexíveis em uma mesa de trabalho de um VLS, dotado de um macaco hidráulico de pequeno curso que permite ajustes nas operações de acoplamento de flanges.

166.Main Deck - convés principal de um navio.

167.Mandril de Linhas de Fluxo - sinonímia de flowline hub.

168.Manifold - equipamento coletor e distrubuidor de fluidos de um sistema de produção ou injeção, composto de válvulas de acionamento mecânico, hidráulico e ou elétrico.

169.Manifold de Interligação Submarina - manifold submarino de interligação.

170. Manifold Submarino de Produção - manifold que recebe bundles exclusivamente de poços produtores de uma determinada área.

171.Manifold Submarino de Gas-lift - manifold usado exclusivamente para distribuir o gás que é injetado no revestimento dos poços para elevação artificail do petróleo.

172.Manifold Submarino de Produção e Injeção - manifold que recebe bundles tanto de poços produtores como de poços injetores de uma determinada área.

173.Manilha - elo com um eixo aparafusado que une dispositivos diversos de marinharia no içamento e manuseio de cargas.

174.Manilha Hidráulica - tipo de manilha dotada de macanismos hidráulicos de abertura.

175.Manilha Hidroacústica - tipo de manilha hidráulica que pode ser acionada a distância por meio de um sinal acústico.

176.Manilha tipo ferradura - manilha mais comum e sua forma lembra a figura de uma 'ferradura'.

177.Master Valve - válvula mestra (principal) de uma árvore de natal.

178.Maximum Breaking Load - tensão de ruptura.

179.MB - abreviatura para bóia.

180.MBL - abreviatura para maximum breaking load.

181.MCVE - abreviatura para módulo de conexão vertical de exportação.

182.MCVI - abreviatura para módulo de conexão vertical de importação.

183.MIS - abreviatura para manifold de interligação submarino. As abreviatura PLEM e PLAEM estão em desuso sendo a MIS a mais encontrada nos textos.

184.Módulo de Abandono - equipamento diverless que se conecta provisoriamente em um MCVI ou MCVE, enquanto se aguarda uma conexão vertical direta em um manifold. Também é usado para permitir trocas da placa de anéis de vedação siturada entre o manifoldo e o MCVI ou MCVE.

185.Módulo de Conexão Vertical de Exportação - dispositivo em forma de chapéu que permite o acoplamento de uma ou mais linhas de exportação de fuidos a um manifold submarino.

186.Módulo de Conexão Vertical de Importação - dispositivo na forma de chapéu que permite o acoplamento de um bundle de produção de um poço a um manifold submarino.

187.Monobóia - terminal oceânico flutuante, usado para transferência da produção de uma plataforma, de um manifold ou de um único poço submarino para um navio-tanque ou navio de produção.

188.Moon Pool - abertura existente na região central de um navio ou plataforma flutuante, que permite a passagem de cargas do convés de trabalho para o mar e vice-versa. É onde passa os tubos de perfuração e linha de produção ligando o poço ao navio de perfuração e ou à plataforma.

189.MSGL - abreviatura para manifold submarino de gas-lift.

190.MSP - abreviatura para manifold submarino de produção.

191.MSPI - abreviatura para manifold submarino de produção e injeção.

192.MSV - abreviatura para multipuropose support vessel.

193.Multiplexado - denominação de um sistema de comandos elétricos para o acionamento hidráulico remoto de um equipamento (geralmente válvulas).

194.Multipurpose Support Vessel - navio versátil, equipado para realizar atividades de mergulho, operação com ROV e lançamento de linhas flexíveis.

195.Navio Aliviador - navio que coleta a produção de um FPSO ou de um navio cisterna, e a transporta para um terminal terrestre.

196.Navio Cisterna - navio tanque que armazena a produção de líquidos de um determinado sitema submarino.

197.Navio de Produção - sinonímia para FPSO (floating production, storage and offloading).

198.Navio Sonda - navio equipado com sistemas para intervir em poços submarinos, podendo ser ancorado no fundo do mar ou de posicionamento dinâmico.


17 agosto 2010

Acidente do Trabalho: Mãos

As mãos estão envolvidas na maioria das atividades desempenhadas pelo ser humano, sendo um de seus principais instrumentos de trabalho. Perdê-la significa a interrupção de sua força profissional em uma faixa etária produtiva, além de um enorme trauma psicológico e físico, somado à uma perda econômica para empresa, governo e trabalhador.


Apesar de sua importância para a realização da maioria das atividades, as mãos estão entre as partes do corpo humano mais sujeitas a acidentes. Segundo dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho, publicado em janeiro de 2008, 30% dos 503.890 acidentes de trabalho, atingem mãos, dedos e punhos.


A qualidade do primeiro atendimento é de extrema importância, pois é dele que depende toda a evolução caso. Um socorro mal conduzido gera seqüelas graves e, muitas vezes, incapacidade funcional.


Além do trauma físico, outro problema a ser pensado é o custo desse tipo de acidente. A maior incidência dos acidentes e traumas da mão atinge a população economicamente ativa e o afastamento dessas pessoas de suas respectivas atividades, provoca um sério impacto econômico-social.


Na maioria dos casos, os custos com acidentes englobam o atendimento médico e tratamento, indenização do acidentado, horas perdidas no trabalho, substituição do funcionário. Tudo isso gera prejuízo tanto para o governo, quanto para a empresa, mas principalmente para o trabalhador acidentado, que terá seu ganho diminuído durante a recuperação e, em casos de acidentes mais graves, carregará as seqüelas para o resto de suas vidas.


Esta postagem adveio da notícia que um colega de trabalho sofreu grave acidente do trabalho envolvendo mão engrossando esta triste estatística.


Coloco a disposição uma série de imagens de avisos de segurança de mãos e um vídeo educativo sobre prevenção de acidente envolvendo mãos. Sugiro a leitura do alerta de segurança feita em 22 de junho sobre acidente com mão do piloto de ROV





Agradeço, também, a ajuda do meu amigo A.C. - auditor SMS (RASMA) da Petrobrás - que assim como eu não se cansa em falar de prevenção, por me enviar os avisos de segurança que posto abaixo.


Obs.: para salvar os avisos de segurança no seu computador dê um clique na imagem, logo em seguida clique com o lado direito do seu mouse e então “salvar como”







Fontes de pesquisa:

1.FUNDACENTRO – http://www.fundacentro.gov.br

2.Ministério da Previdência Social – http://www.previdenciasocial.gov.br

3.Anuário de Saúde da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – ano 2009



11 agosto 2010

Lançamento de esgoto nas praias cariocas

"...mas os homens precisam entender que somente Deus e os anjos são expectadores da vida humana." (Francis Bacon)

Peço licença ao autor desta apresentação e publico-a neste este espaço para fazer coro a indignação que se faz presente no país e, principalmente, na cidade do Rio de Janeiro. O desrespeito ao meio ambiente e ao povo carioca é evidente na constante poluição das praias da Cidade Maravilhosa; a CEDAE deve explicações as quais já foram pedidas.

O vídeo abaixo trata-se da poluição das mais famosas praias brasileiras: ipanema e copacabana pelo lançamento de esgoto próximo às ilhas Cagáras, recentemente elevado a área de preservação.


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