28 outubro 2016

ACIDENTES DE TRABALHO NA INDÚSTRIA OFFSHORE

Os acidentes acarretam elevados custos econômicos e sociais para as empresas, para a sociedade e para as famílias das vítimas. A dor das famílias dos acidentados, a perda da vida ou a incapacidade, seja ela temporária ou permanente, para o trabalho são os mais altos custos a serem pagos. Em se tratando de custo financeiro, o dos acidentes de trabalho no brasil são incalculáveis. Outros custos como o tempo perdido, as despesas com os primeiros socorros e tratamento de saúde, o dano as máquinas e equipamentos, o impacto ambiental e eventual impacto na comunidade que depende do ambiente afetado (ex: pescadores, no caso de vazamento de óleo para o mar), a interrupção da operação, embargo da obra ou interdição do estabelecimento/equipamento, treinamentos para força de trabalho, a substituição de trabalhadores, eventual pagamento de horas extras, salários pagos aos trabalhadores afastados, também são altos. Difícil mensurar o custo de um acidente de trabalho.  

                                          fonte:http://nrfacil.com.br/

Acidentes muita das vezes omitidos pela empresa ou pelos empregados, este último com medo de perder a confiança do supervisor e consequentemente uma promoção ou uma outra oportunidade de crescimento profissional, ou mesmo perder o emprego. Isso de certo é uma bobagem, engana-se o trabalhador que ganha alguma coisa ao omitir um acidente de trabalho. Primeiro e mais importante é que relatando o ocorrido pode-se estudar o caso através de uma investigação e encontrar a(s) causa(s) desse acidente e tomar as medidas necessárias para que esse acidente não volte a ocorrer, inclusive com o próprio acidentado. Segundo que, ao relatar um acidente, o funcionário estaria resguardado no caso de agravamento dessa lesão no futuro, sendo obrigado a empresa prover o devido apoio ao funcionário acidentado. No entanto, deve-se tomar muito cuidado com essa interpretação. Uma vez constatado que o profissional, devidamente qualificado, capacitado, habilitado e conhecedor das regras de segurança da empresa, simplesmente escolha uma outra forma de execução de uma tarefa, mais rápida na maioria das vezes, que não a estabelecida em procedimento dessa empresa, no qual ele foi devidamente treinado, ou uma norma de segurança, isso pode representar demissão por justa causa.  

Estes acidentes, sem dúvida, constituem um problema bastante grave em qualquer ramo de atividade econômica, não só no ramo offshore. No entanto, existe uma tendência de melhora desse cenário. Diversas ações vem sendo tomadas principalmente pelas grandes empresas do ramo, dentre elas: o investimento em máquinas e equipamentos cada vez mais seguros e confiáveis; a elevada carga de treinamentos que os trabalhadores são submetidos, inclusive nos dias de folga; a criação de diversos procedimentos e políticas de segurança pelas empresa, com a finalidade de estabelecer um padrão seguro para desempenho das tarefas; o investimento em técnicas de engenharia para tornar o trabalho mais seguro; o investimento em equipamentos de proteção individual e coletiva de qualidade; e ainda, as empresa estão cada vez mais rígidas quanto ao cumprimento das normas de segurança e dos procedimentos, estes que, primordialmente, focam as medidas preventivas de novos acidentes no comportamento do trabalhador.


Segurança no trabalho e a prevenção de acidentes é um trabalho contínuo e em equipe. Segurança não é obrigação somente da supervisão, gerência ou do Técnico de Segurança do Trabalho. Isso é uma obrigação de todos que interajam com o ambiente de trabalho. O relato imediato de situações inseguras no ambiente de trabalho e sua correção, também imediata, constituem um grande passo para evitar que alguém se machuque. E lembre-se, se o acidente ocorre, relate! 

Sobre o autor: Olá, meu nome é Rafael Gonçalves, tenho 34 anos, sou nascido em Volta Redonda e radicado na cidade do petróleo, Macaé, onde iniciei minha jornada no ramo offshore a 6 anos atrás. Casado e pai de duas filhas, possuo formação técnica em Segurança do Trabalho, sou formado em Admnistração de Empresas pela Universidade Castelo Brando e discente de MBA em QSMS pela FUNCEFET. Sou engajado na luta pela elevação da consciência de segurança dos trabalhadores. Acredito que a melhor ferramenta em prol da segurança que dispomos é a nossa mente

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