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29 outubro 2010

OHSAS 18000 – Occupational Health and Safety Assessment Series


A Série de Avaliação da Segurança e Saúde Ocupacional – Occupational Health and Safety Assessment Series (OHSAS) e o documento que a acompanha OHSAS 18002, Diretrizes para a implementação da OHSAS 18001, foram desenvolvidos em resposta à imediata demanda de clientes por uma norma reconhecida para Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde Ocupacional, com base na qual organizações possam ser avaliadas e certificadas.

A OHSAS 18001 foi desenvolvida para ser compatível com as normas de sistemas de gestão de Qualidade, a ISO 9001:1984 (atual ISO 9001:2008) e a norma de gestão de Meio Ambiente, a ISO 14001:1996 (atual ISO 14001:2004), a fim de facilitar a integração dos sistemas de gestão da qualidade, ambiental e da segurança e saúde ocupacional pelas empresas.

A OHSAS 18001 foi desenvolvida com a participação das seguintes organizações:

Algumas publicações foram consultadas durante o desenvolvimento da norma OHSAS, e são:

  • BS 8800:1996 – Guia para sistemas de gestão da segurança e saúde ocupacional
  • Relatório Técnico NPR 5001:1997 – Guia para um sistema de gestão da segurança e saúde ocupacional
  • SGS & ISMOL ISA 2000:1997 – Requisitos para sistemas de gestão da segurança e saúde ocupacional
  • BVQI Safety Cert – Norma de gestão da segurança e saúde ocupacional
  • DNV – Norma para certificação de sistemas de gestão da segurança e saúde ocupacional (OHSMS):1997
  • Projeto NSAI SR 320 – Recomendação para um sistema de gestão da segurança e saúde ocupacional (SSO)
  • Projeto AS/NZ 4801 – Sistemas de gestão da segurança e saúde ocupacional: especificações com diretrizes para uso
  • Projeto BSI PAS 088 – Sistemas de gestão da segurança e saúde ocupacional
  • UNE 81900 – Série de pré-normas sobre prevenção de riscos ocupacionais
  • Projeto LRQA SMS 8800 – Critério de avaliação de sistemas de gestão da segurança e saúde.

Esta norma criada em 1999 foi revisada em 2007 e, então, passou a ser nomeada como OHSAS 18001:2007

A OHSAS 18001 é uma norma que permite à empresa atingir e sistematicamente controlar e melhorar o nível do desempenho da saúde e segurança no trabalho por ela mesma estabelecido sendo que a própria organização que “desenha” o sistema.

A série OHSAS é dividida em dois segmentos:

  1. OHSAS 18001 que descreve os requesitos para a implantação de um sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho.
  2. OHSAS 18002 que fornece diretrizes para a implementação de um sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho com base na OHSAS 18001.

A OHSAS 18002 não é usada para auditorias, mas serve de guia e diz o “COMO” no processo de implementação.

A OHSAS 18001 aplica-se a empresas de qualquer porte e ramo de atividade, mas é particulamente relevante para aquelas empresas que grande número de trabalhadores e que executam trabalhos manuais, pesados e ou àquelas da indústria de alto risco (ver NR-4 Quadro I).

Vale, também, a qualquer empresa que queira adotar uma abordagem pró-ativa para a gestão dos riscos à saúde e à segurança ocupacional controlando os riscos que podem afetar a saúde e segurança ocupacional de seus trabalhadores, visando, assim, um processo de melhoria contínua.

A indústria do petróleo e em especial o trabalho offshore nesta indústria é classificada como de alto risco e a falta de um programa de gestão de risco por acarretar em:

  • exposição legal por não atender a legislação vigente no país;
  • custos ocasionados por danos a saúde do trabalhador – o indivíduo acidenta gera impacto econômico e social a si mesmo, à empresa e ao governo.
  • preocupações das partes interessadas – não havendo um processo para gerir e medir a saúde e a segurança do trabalhador.
  • efeito na imagem pública da organização.
  • perda de mercado.

A implantação da OHSAS 18001 traz benefícios tais como:

  • estabelece padrão internacional com requisitos relacionados à gestão da saúde ocupacional e segurança, através do qual é possível melhorar o conhecimento dos riscos existentes na organização atuando no seu controle em situações normais e anômalas.
  • criação da sua própria cultura de segurança e ou a sua melhoria, na eficiência em reduzir acidentes de trabalho.
  • incremento no controle de perigos e na redução de riscos.
  • evidência do atendimento das demandas legais.
  • redução de pagamento de seguro por acidente de trabalho.
  • compõe a estratégia de desenvolvimento sustentável da empresa.
  • evidência do compromisso com a proteção do seu pessoal e dos seus ativos fixos.
  • promoção das comunicações internas e externas.

Os benefícios da implantação de um sistema de gestão de segurança e saúde ocupacional geram benefícios a todos os elementos da sociedade. Ganha o trabalhador que tem uma norma para orientar-se e cobrar a aplicação de regras de segurança e saúde no trabalho; ganha as organização que diminuie os gastos com seguro, novas contratações para substituição do funcionário afastado por acidente do trabalho; o órgão governamentais que têm um sistema de regras para se orientar e auditar e, também, com a diminuição dos gastos do cidadão afastado das atividades laborais (tratamento das doenças ocupacionais, pensões, aposentadorias, reabilitação profissional) e a socidade como um todo que tem um cidadão ativo nas suas funções laborais.

O vídeo abaixo explica os conceito básico sobre OHSAS 18001:2007 e foi produzido pela Universidade de Indiana EUA



Sugestão de Leitura:

Artigo de Hayrton R. P. Filho para o blog “Qualidade online”

Referência bibliográfica desta pesquisa:

  1. Oliveira, Paulo A. B.OHSAS 18000: Conceitos Básicos e Implementação. Artigo publicado na Revista Brasileira de Saúde Ocupacional
  2. OHSAS 18001:1999. Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional. BSI 04-1999.
  3. OHSAS 18001:2007.Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional. BSI July-2007
  4. Norma regulamentadora 04 – http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_04.pdf

30 abril 2010

O Ambiente e o Trabalhador Offshore Brasileiro

A importância da higiene pessoal e da conscientização sócio-ambiental para a convivência no confinamento das unidades de trabalho offshore.

Controle Ambiental e Higiene

O controle ambiental está relacionado com fatores climáticos, físicos e biológicos que estão condicionados a ações individuais e coletivas na comunidade embarcada.
A saúde do trabalhador embarcado dependerá de, basicamente, esforços pessoais para manter sua aptidão física e sua eficiência mental para executar de forma adequada e segura suas atividades de trabalhador. A aptidão física e mental faz parte do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) da empresa contratante.

O PCMSO e o Programa de Prevenção e Riscos Ambientais (PPRA) são componentes obrigatórios, por força de lei trabalhista, na Consolidação das Leis Trabalho (CLT). As empresas realizam o levantamento dos riscos ambientais (PPRA) aos quais o empregado é exposto no ambiente de trabalho, enquanto o PCMSO realiza o controle da ação e exposição a estes agentes, resultando em um terceiro documento chamado de Atestado Médico Ocupacional (ASO).

A organização das instalações físicas, de suprimentos fundamentais a manutenção que garanta uma eficiência otimizada, os esforços das equipes de apoio em terra dando o suporte logístico e os profissionais – médicos, engenheiros, enfermeiros, nutricionistas e outros - formarão a equipe de responsáveis técnicos preocupados na manutenção da saúde do trabalhador embarcado. Oferecer condições de trabalho pode ser explicado da seguinte forma, segundo o Internacional Medical Guide for Ships:

1. Ventilação – evitar-se-á o acúmulo de gases tóxicos e ou de atmosferas saturadas favorecendo a tripulação;
2. Iluminação
3. Controle sanitário de alimentos – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) preconiza padrões de qualidade no transporte, no estoque, na manipulação de alimentos, bem como de seus manipuladores (cozinheiros, ajudantes de cozinha e taifeiros), na conhecida “Boas Práticas de Manipulação de Alimentos”.
4. Limpeza e arrumação das acomodações
5. Controle da qualidade da água potável
6. Gerenciamento de resíduos – lixo orgânico, hospitalas, esgoto e etc.
7. Combate a vetores de doenças – por exemplo: moscas, ratos e baratas.


As unidades offshore recebem regularmente inspeções regulares das acomodações, no controle de higienizações, manipulação e condicionamento de alimentos, assim como, nos registro destas atividades no intuito de manter o controle das boas condições do ambiente e atmosfera de trabalho nas plataformas.

As plataformas são ambientes diversificados com pessoas de diferentes nacionalidades e, conseqüentemente, tornam-se ambientes multiculturais e respeitar essas diferenças culturais é o básico necessário para a boa convivência.

No âmbito pessoal o cuidado com a higiene são extremamente importantes e não é demais frisar que há mister de :

1. Banhos diários;
2. O bom asseio com a pele, cabelos, unhas, cavidade oral incluindo dentaduras;
3. Vestimentas apropriadas para ambientes de recreação pública como academias, refeitórios, sala de jogos e cinemas de bordo. Vale ressaltar que a roupa e ou vestimenta de trabalho compõem o Equipamento de Proteção Pessoal (EPI);
4. Sono

O trabalhador offshore, esteja ele numa plataforma, navio sonda, rebocador e outras embarcações neste ambiente, deve ter na mente que está num ambiente coletivo e restrito e não perder a noção do limite do próprio e impróprio na convivência social.


"O bom senso é o seu guia."


Fonte de consulta:

1.Manual de Boas Práticas - RDC 216/2004

2.International Medical Guide for Ships - Organização Mundial de Saúde, 3ª Edição.

3.Manual Básico de Primeiros Socorros para Trabalhador Offshore Brasileiro - Silva, Orlando C.; ano 2009.

03 dezembro 2009

Gerenciamento do Lixo II - Plástico


Plásticos são definidos como materiais formados pela união de grandes cadeias moleculares - os polímeros - que são formadas por moléculas ainda menores - os monômeros – e a sua produção ocorre através de um processo químico chamado polimerização, que proporciona a união química de monômeros para formar polímeros.

A matéria-prima dos plásticos é o petróleo, pois este é formado por uma complexa mistura de compostos. Estes compostos apresentam diferentes temperaturas de ebulição, deste modo, é possível separá-los através de um processo conhecido como destilação ou craqueamento.


A fração nafta – composto oriundo do petróleo e elemento formador do plástico - é processada nas centrais petroquímicas por uma série de processos químicos originando os momômeros.

O tamanho e estrutura da molécula do polímero determinam as propriedades do material plástico e pode ser classificado da seguinte forma:

1. Polietileno tereftalato — PET

  • Produtos: frascos e garrafas para uso alimentício/hospitalar, cosméticos, bandejas para microondas, filmes para áudio e vídeo, fibras têxteis, etc.
  • Benefícios: transparente, inquebrável, impermeável, leve.

2.Polietileno de alta densidade — PEAD

  • Produtos: embalagens para detergentes e óleos automotivos, sacolas de supermercados, garrafeiras, tampas, tambores para tintas, potes, utilidades domésticas, etc.
  • Benefícios: inquebrável, resistente a baixas temperaturas, leve, impermeável, rígido e com resistência química.

3.Policloreto de vinila — PVC

  • Produtos: embalagens para água mineral, óleos comestíveis, maioneses, sucos. Perfis para janelas, tubulações de água e esgotos, mangueiras, embalagens para remédios, brinquedos, bolsas de sangue, material hospitalar, etc.
  • Benefícios: rígido, transparente, impermeável, resistente à temperatura e inquebrável.

4.Polietileno de baixa densidade — PEBD

5.Polietileno linear de baixa densidade — PELBD

  • Produtos: sacolas para supermercados e lojas, filmes para embalar leite e outros alimentos, sacaria industrial, filmes para fraldas descartáveis, bolsa para soro medicinal, sacos de lixo, etc.
  • Benefícios: flexível, leve transparente e impermeável.

6.Polipropileno — PP

  • Produtos: filmes para embalagens e alimentos, embalagens industriais, cordas, tubos para água quente, fios e cabos, frascos, caixas de bebidas, autopeças, fibras para tapetes e utilidades domésticas, potes, fraldas e seringas descartáveis, etc.
  • Benefícios: conserva o aroma, é inquebrável, transparente, brilhante, rígido e resistente a mudanças de temperatura.

7.Poliestireno — PS

  • Produtos: potes para iogurtes, sorvetes, doces, frascos, bandejas de supermercados, geladeiras (parte interna da porta), pratos, tampas, aparelhos de barbear descartáveis, brinquedos, etc.
  • Benefícios: impermeável, inquebrável, rígido, transparente, leve e brilhante.

8.Outros - neste grupo encontram-se, entre outros, os seguintes plásticos: ABS/SAN, EVA e PA.

  • Produtos: solados, autopeças, chinelos, pneus, acessórios esportivos e náuticos, plásticos especiais e de engenharia, CDs, eletrodomésticos, corpos de computadores, etc.
  • Benefícios: flexibilidade, leveza, resistência à abrasão, possibilidade de design diferenciado.

A pesquisa mostra que a indústria da reciclagem de plásticos no Brasil é formada por cerca de 490 empresas recicladoras, 80% delas concentradas na região Sudeste. Juntas, elas faturam cerca de R$ 1,22 bilhão e geram 11.500 empregos diretos. Têm capacidade instalada para reciclar 1,05 milhão de toneladas por ano, consomem 777 mil toneladas e produzem 703 mil toneladas de plásticos reciclados. A campeã na reciclagem de plásticos pós-consumo é a região Sudeste com 58%, seguida pelas regiões Sul (24,9%) e Nordeste (14,5%).

É a primeira vez que se compara a reciclagem de plásticos no Brasil (16,5%) com a dos países desenvolvidos e os resultados são surpreendentes. Isso porque o índice brasileiro está muito acima de nações como Grécia (1,95%), Portugal (2,9%), Irlanda (7,8%), Inglaterra (8%), Suécia (8,3%), França (9,2%) e Dinamarca (10,3%) segundo informa a Plastivida, Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos.

Transformar o plástico em outro material é objeto de estudo - fluxograma abaixo explica o processo de reciclagem - e alguns mostram resultados favorável como a aplicação substitutiva para papel e a madeira plástica que é um produto que apresenta propriedades semelhantes às da madeira natural.

A “Madeira” é fabricada com conteúdo de plástico (de preferência reciclado) de pelo menos 50% em massa e possui dimensões típicas dos produtos de madeira natural industrializada. Isso quer dizer que ela pode ser utilizada para fazer tábuas, perfis, ripas e praticamente qualquer forma que se encontre por aí em madeira natural.

No Brasil, em função da crescente consciência da necessidade de reciclagem, o Programa de Coleta Seletiva vem sendo implantado por um número cada vez maior de municípios, visando a "separação prévia de materiais passíveis de reaproveitamento". Atualmente existem, segundo dados do IBGE 2000, aproximadamente 451 municípios com coleta seletiva no Brasil, distribuiídos por região conforme a figura abaixo:


Assista os vídeos educativos abaixo:





Referências para este artigo:
1. Plastivida website: http://www.plastivida.org.br
2. Leda Couto, Bruno F. Gasparino e Guilherme de C Queiroz;
Reciclagem de Materiais Plásticos: A Importância da Identificação Correta. Artigo cientifico encontrado em: http://www.scielo.br
3. Flávio J. Forlin, José de Assis F. Farias; Considerações sobre Reciclagem de Embalagens Plásticas. Artigo científico encontrado em: http://www.scielo.br
4.CEMPRE website: http://www.cempre.org.br/fichas_tecnicas.php?lnk=ft_microcenarios.php
5.Salles, Ana Cláudia Nioac; artigo "O Lixo Plástico no Lugar da Madeira" o website O ECO: http://www.oeco.com.br/ana-claudia-nioac/52-ana-claudia-nioac/19114-oecod228748

04 novembro 2009

HÁ LIXO NOS OCEANOS


A existência de uma mancha de lixo no oceano pacífico foi predita em 1988 numa publicação da agencia nacional oceânica e administração atmosférica dos Estados Unidos – The National Oceanic and Atmospheric Administration of The United States (NOAA) e, ainda, a agência especificou a Região Norte do Giro do Pacífico como localização deste acúmulo.

A informação foi baseada nos resultados obtidos por pesquisadores do Alaska entre os anos de 1985 e 1988 que encontraram altas concentrações de detritos marinhos acumulados em regiões costeiras trazidos por correntes marítimas.

O redemoinho ou giro ou a ilha do pacífico foi descoberto em 1997 por Charles Moore – oceanógrafo - que ignorando os alertas de não passar pela região, onde faltam ventos e correntes, acabou descobrindo o acumulado de lixo.

Durante sua viagem, o oceanógrafo encontrou pedaços de garrafas, sacos plásticos, seringas e uma variedade enorme de outros objetos de plástico em vários estados de conservação, já que, devido à ação do sol e dos ventos, o material se desintegra em fragmentos pequenos que flutuam durante anos, obedecendo às correntes marítimas.

Atualmente, pesquisadores, estimam que haja aproximadamente 6 milhões de toneladas de lixo plástico e em julho/09 uma expedição de cientistas e ambientalistas saiu para estudar o local conhecido como “A Ilha de lixo do Norte do Pacifico” e encontrar soluções para o problema.

World Biggest Garbage Dump - Plastic in the Ocean



Na Ilha Kiwayu, que faz parte O ciclo de “vida” desses chinelos seria de certa forma, resumidamente, assim: a Fabrica de Chinelos produz e lança este tipo de calçado no Mercado Consumidor ; ocorre a compra do chinelo pelo Consumidor que quando perde utilidade vai para o Lixo ou é inapropriadamente jogados fora; chuvas ou outro tipo de meio os acaba levando para o mar e, de algum modo, vai parar numa praia e a população local teve de encontrar uma solução para todo esse volume de borracha entregue pelo oceano.


O filme "Aviagem do chinelo" mostra como um item, totalmente integrado a cultura de um local, torna-se um problema para outra localidade e a solução encontrada por esse povo.


The Flip Flopsam Trip


“Já foi encontrada tartarugas marinhas com úlceras gástricas devido a ingestão de plástico e aqui na Bacia de Campos o principal vilão são os ear plugs (protetores auriculares).”

As tartarugas alimentam-se essencialmente de água-vivas e outros organismos gelatinosos, confundindo o lixo plástico com os mesmos. Basta um pequeno detrito plástico ingerido para obstruir o estômago do animal e condená-lo a uma morte lenta e dolorosa.

O Projeto Lixo Marinho surgiu com a idéia de estabelecer um Programa Brasileiro de Monitoramento do Lixo Marinho e tem como principal objetivo aumentar o conhecimento sobre o lixo marinho no Oceano Atlântico Sul Ocidental e, mais especificamente, nas zonas costeiras e marinhas brasileiras, por meio do estabelecimento de um canal aberto para troca de informações sobre a problemática do lixo marinho.

A informação de tartarugas com gastrite foi nos dada por um biólogo durante um treinamento de educação ambiental numa unidade de perfuração na Bacia de Campos e esta apresentou resultado imediato, pois um funcionário aplicou a Regra do Três Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) e REUTILIZOU garrafas pet da unidade para serem reutilizadas como dispositivo de coleta dos protetores auriculares usados e, também, para as suas embalagens.

Certificação ISO 14001:2004, Plano de Gerenciamento de Resíduos e a obrigatoriedade da Legislação Ambiental Brasileira norteiam o ambiente offshore brasileiro na busca de gestão de negócios sustentáveis à industria do petróleo no Brasil que por enquanto ocorre muito mais pelas multas altíssimas do que consciência ambiental e desenvolvimento sustentável.

Fontes de Consultadas:
1.Artigo "The Great Pacific Patch" do site Wikipédia: http://en.wikipedia.org/wiki/Great_Pacific_Garbage_Patch
2.Artigo "Expedição parte em busca de ilha de lixo maior que o Texas no pacífico", de Laura Plitt para o portal de notícias BBC Brasil: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/07/090730_ilhalixoexpedicaofn.shtml
3.Artigo "Lixo gera renda no Quênia", de Cristiane de Cássia para o Jornal O Globo, caderno Razão Social, pág.09, em 03 Nov 2009.
4.Vídeos "World Biggest Garbage Dump - Plastic in the Ocean" e "The Flip Flopsam Trip" ambos encontrados em: http://www.youtube.com e http://www.wwf.org
5."O Projeto Lixo Marinho": http://www.lixomarinho.org

26 outubro 2009

Lixo produzido e seu gerenciamento I

O Brasil produz, atualmente, cerca de 228,4 mil toneladas de lixo por dia, segundo pesquisa de saneamento básico consolidada pelo IBGE, em 2000. O chamado lixo domiciliar equivale a pouco mais da metade desse volume, ou 125 mil toneladas diárias.

Do total de resíduos descartados em residências e indústrias, apenas 4.300 toneladas, ou aproximadamente 2% do total, são destinadas à coleta seletiva. Quase 50 mil toneladas de resíduos são despejados todos os dias em lixões a céu aberto, o que representa um risco à saúde e ao ambiente.

Na Bacia de Campos são consumidas 512 toneladas de alimentos fazendo 39 toneladas de resíduo e volume é produzido por aproximadamente 40 mil trabalhadores. As instalações offshore, normalmente, têm central de tratamento de esgoto e certificações NBR ISO 14001:2004 para o programa de gerenciamento de resíduos.

Mudar esse cenário envolve a redução de padrões sociais de consumo, a reutilização dos materiais e a reciclagem, conforme a "Regra dos Três Erres" - Reduzir, Reutilizar e Reciclar - preconizada pelos ambientalistas.

Tempo de decomposição dos resíduos



No Rio de Janeiro o maior aterro sanitário de Jardim Gramacho está com os dias contados.

O aterro metropolitando de Jardim Gramacho (AMJG) fica situado no Município de Duque de Caxias, RJ, no bairro de mesmo nome - Jardim Gramacho - , 1º Distrito (Duque de Caxias). Situado ás margens da Baia de Guanabara e ocupa atualmente uma área de aproximadamente 1,3 milhões de m². Foi instalado a partir de convênio firmado em 1976 entre a FUNDREM, a COMLURB e a Prefeitura Municipal de Nilópolis, e com termos aditivos ao convênio foram incluídos os municípios de Nova Iguaçu e São João de Meriti.

Estudos técnicos realizados pela Companhia de Limpeza Urbana do Rio de janeiro – COMLURB mostram que o aterro está condenado. Cerca de 80% do lixo produzido na região metropolitana do Rio de Janeiro, perto de 8.000 toneladas/dia, já ameaçam sua integridade e apontam para riscos de um grave desastre socioambiental.

O aterro está no limite de sua capacidade e já apresenta sinais que, uma parte do lixo acumulado ali nos últimos 30 anos, pode verter para dentro da Baia de Guanabara. A melhor imagem que se pode usar para descrever o que pode acontecer com o aterro é a de uma grande montanha de lixo sobre uma base gelatinosa – já que o solo é argiloso no local que outrora era mangue - que a qualquer momento pode desandar para dentro da Baia de Guanabara.

Um vídeo produzido por Andrew Lenz com imagens produzidas pelos próprios catadores mostra a realidade de quem vive do lixo e no lixo. “Gramacho Gardens” , com o titulo em inglês, foi filmado como projeto de Escolas Sem Fronteiras.

O filme encerra com a frase de um dos catadores, traduzida abaixo:

“Tenho orgulho no fato de sobreviver do que o resto da sociedade joga fora.”
(José Carlos da Silva, o Zumbi)

Vídeo Jardim Gramacho



Este texto é parte de uma série de discussão sobre Resíduos e seu gerenciamento.


Fonte de consulta:
1.Site da Petrobras: http://www.petrobras.com.br
2.Artigo de Jorge Pinheiro, mestrando em sociologia e direito da Universidade Federal Fluminense – RJ para o site: http://www.lixo.com.br.
3.Vídeo Jardim Gramacho: http://www.redsemillaroja.org
4.Site UOL Notícias: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ambiente/lixo/index.jhtm